Tales, o Primeiro Filósofo e a Arché

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Considera-se Tales de Mileto como o primeiro filósofo pelo seu pioneirismo no tocante as indagações sobre a Arché (origem de tudo).
Embora, tendo em mente a percepção de que todas as coisas existentes são perecíveis, Tales no entanto, buscava determinar o agente originário da existência, onde por conseguinte, não houvesse perecibilidade.
É a partir da busca por esse agente criador ingênito, que Tales observa um fato comum para a subsistência e preservação de tudo o que há no mundo – a umidade.
Sabendo que todas as coisas que existem são plenamente dependentes da água para a sua permanência, Tales conclui que ela mesma – a água – é tal agente criador imperecível.
Outro ponto que influencia essa conclusão é fato da terra subsistir sobre a água, sendo está também em maior volume em comparação à porção seca.
É como se, de alguma forma, a água fosse a responsável pela formação seca – como se dos oceanos emanassem (gerassem como um madre) as partes que hoje formam os chamados continentes.
Tal ponto referido acima é de tamanha credibilidade, tendo a sua provável comprovação temporal, na medida em que mesmo havendo partes extremamente secas e áridas (como os desertos, por exemplo) a terra, inda sim, preserva elementos úmidos originários da água (mater) – os cactos que subsistem no deserto, preservam em si a água necessária para a sua preservação.
Ou seja, Onde há água há existência – Eis portanto a origem (Arché) de todas as coisa.

Rosas do Amanhecer

Ao nascer do sol ouve-se o canto do rouxinol. Quando a luz clareia a cidade, vejo o povo lado a lado lutando por paz e igualdade.

Eis, então, um menino que vai à praça e contempla uma rosa que emana um cheiro suave; era uma bela manhã, o sol acabara de raiar, e aquele menino diante de uma tão bela rosa começara a se encantar.

– Rosa mui linda; rosa encantada!

Toda vez que estiveres triste e despertares com o coração a sofrer, caminhe até o jardim da praça do amor e sinta o mais puro sabor – o olor das rosas do amanhecer!

By Rafael Kaiet.

Menina Ilusão

Olhos semi-cerrados, cabelos ao vento, o corpo molhado. Nas margens d’um rio caldaloso o suspiro dengoso; aos pés de seu moço sacia-se no lacto fluído dos prazeres.

Cativo conduzi-o; seu coração, com inúmeras carícias iludiu.

Levantou-se à aurora, inda púbere, vadiando pelas margens. Depois, qual uma miragem, simplesmente sumiu.

By Rafael Kaiet.